Este é o terceiro trabalho discográfico da cantora Portuense Maria Mendes tendo como convidados o famoso produtor/pianista Americano John Beasley e a maior orquestra sinfônica de jazz do mundo, detentora de 4 Grammys (18 nomeações), a Metropole Orkest.

Maria Mendes tem o coração e alma no Jazz. Estudou em Nova Iorque, Bruxelas, Roterdão e Porto e o seu talento e trabalho foram elogiados por lendas musicais como Quincy Jones e Hermeto Pascoal. No entanto, para o seu novo disco, Mendes explorou um gênero musical completamente diferente daquele que lhe é tão próprio, o Fado. O resultado é surpreendente e refrescante em adaptações de fados nunca antes feitas para Jazz. “Uma abordagem jazzísta e sinfónica ao Fado”, é como, resumidamente, a cantora descreve a música do seu novo disco Close To Me. “Não é fado”, enfatiza imediatamente, “somente usei a melodia e a poesia, mas fiz uma interpretação muito pessoal com novos arranjos e orquestrações.” Além disso, Mendes compôs canções com uma sonoridade moderna, prestando assim a sua homenagem ao Fado.

Embora radicada na Holanda por alguns anos sentiu a necessidade de expressar neste seu terceiro disco o afeto que tem por Portugal, onde segundo ela, o Fado é a âncora da alma do país. Nascida no seio de uma família com uma especial sensibilidade artística, a submersão no Jazz foi progressiva, ao ritmo de um ouvido curioso que exigia saber mais. Sabe pela mãe que aos três anos queria ser cantora de ópera, lado da família do qual herdou o gosto pela música. Enquanto criança, ouvia os sons melancólicos do Fado todos os dias durante as viagens de autocarro para a escola. “A primeira vez que o Fado me comoveu profundamente foi quando ouvi a Mariza cantar o fado Barco Negro“, diz Mendes. “O Fado está na nossa identidade”, explica. “É a nossa maneira de evocar a saudade, um sentimento universal, que ultrapassa barreiras linguísticas e sociais”.

A ideia para o Close To Me ganhou forma quando no festival Holandês, “Dag van de Rotterdamse Jazz”, lhe foi comissionada uma peça musical na qual Mendes combinou as harmonias e melodias de duas canções representativas do léxico musical folclórico Português e Holandês. A escolha recaiu no fado Barco Negro e na canção holandesa Ketelbinkie. As reações da imprensa e do público foram tão entusiastas que a cantora decidiu então explorar outros fados que poderiam receber adaptações para Jazz. Começou assim a trabalhar de raiz num repertório recheado de grandes nomes da música popular Portuguesa, contemplando autores, poetas e interpretes como Carlos Paredes, Fernando Pessoa e Amália Rodrigues. Adicionalmente, um dos seus gurus musicais, o multi-instrumentista Hermeto Pascoal, escreveu um fado especialmente para ela – para muitos considerado um guru na inovação conceptual da música tradicional Brasileira, Hermeto Pascoal tocou e gravou com um dos gigantes do Jazz, Miles Davis, que verbalizou que: “Hermeto is the most impressive musician in the world”.

Determinada em elevar as possibilidades musicais para este projeto, Mendes convidou o famoso pianista e produtor de Jazz americano John Beasley não só para produzir o disco, mas também para colaborar em algumas canções como pianista e orquestrador. Galardoado com Grammys e Emmys, Beasley é também conhecido pelo seu trabalho enquanto compositor e diretor musical de eventos como os Óscares, Unesco’s International Jazz Day e dos bailes presidenciais na Casa Branca em Washington. Um outro aliado de força no Close To Me é a famosa Metropole Orkest que já gravou e tocou com lendas do Jazz como Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Pat Metheny e Herbie Hancock, bem com artistas como Bono, Snarky Puppy, Gregory Porter and Jacob Collier. Apoiando-a a cada passo da sua carreira internacional está a sua banda de músicos de jazz Holandeses com quem gravou os seus anteriores trabalhos discográficos: Karel Boehlee no piano, Jasper Somsen no contrabaixo e Jasper van Hulten na bateria e percussão.

Close To Me é o seu terceiro disco, editado pela Justin Time Records (editora responsável por lançar Diana Krall para o estrelato mundial); em 2012 estreou-se com Along The Road (Dot Time Records NY) e em 2015 lançou o seu segundo, Innocentia (edição de autor com distribuição de Sony Music Portugal).

Nos últimos anos, ela fez várias digressões internacionais, incluindo salas de espetáculo com grande prestígio mundial: Concertgebouw (Amesterdão), Blue Note Jazz Club (Nova York), SESC Pompéia (São Paulo) e festivais como o North Sea Jazz e o Montreux Jazz. Recentemente, uma das suas canções, “Inverso”, integrou a banda sonora da novela portuguesa “Ouro Verde”, vencedora do Emmy internacional e dos prémios SPA. Júlio Resende, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Barretto, Mário Costa e Joel Silva são os músicos Portugueses com quem colaborou ativamente nos seus concertos em Portugal, mas é com a sua banda, de músicos provenientes da Holanda e com os quais gravou os seus discos, que a cantora Portuense viaja o mundo com a sua música.

Com este novo projeto, Mendes espera atrair um público mais amplo. “Este disco é um presente para o ouvinte ávido e curioso”, diz ela. “Perfeito para as pessoas que têm um gosto eclético. Não sei bem o que o público de Fado tradicional vai pensar, mas espero que ouçam e apreciem a abordagem respeitosa e moderna que dei a estas canções, originalmente de beleza ímpar. ”

Download

Maria Mendes

We welcome you to contact Maria Mendes for more information.